A primeira-minista da Nova Zelândia entregou esta quarta-feira a vigilância nas fronteiras ao exército, depois de terem sido detetados novos casos da Covid-19 no arquipélago.

Creio que precisamos do rigor, da confiança e da disciplina que o exército pode fornecer", declarou Jacinda Ardern aos jornalistas, no dia seguinte a terem sido identificados dois casos da doença, após 24 dias sem novas infeções.

Na terça-feira, as autoridades neozelandesas anunciaram que duas mulheres recentemente chegadas do Reino Unido saíram prematuramente da quarentena sem serem testadas, apesar de apresentarem sintomas ligeiros da Covid-19.

As duas foram já encontradas e diagnosticadas como portadoras do novo coronavírus (SARS-Cov-2), responsável pela doença.

Ardern considerou "totalmente absurdo" que as duas não tivessem sido testadas antes e afirmou que os controlos fronteiriços deviam ser reforçados para garantir que esta situação não se repita.

As duas mulheres foram colocadas sob isolamento e as autoridades sanitárias estão a testar 320 pessoas com as quais estiveram em contacto na Nova Zelândia.

Desde o início da epidemia, o arquipélago do Pacífico Sul, com uma população de cinco milhões de habitantes, registou 1.154 casos e 22 mortos.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 438 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

/ AG