O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Thedros Ghebreyesus, disse esta sexta-feira que, após a missão de especialistas na China, todas as opções estão em aberto para explicar a origem do novo coronavírus.

“Quero confirmar que todas as hipóteses permanecem em aberto e requerem mais análise e estudo”, disse Bhebreyesus, numa conferência de imprensa em Genebra, negando assim a mensagem que tinha sido passada pelos especialistas, numa conferência de imprensa em Wuhan, onde tinham descartado a hipótese de o vírus ter tido origem num laboratório.

Essa hipótese tinha sido repetida várias vezes pelo ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, que atribuiu responsabilidades ao Governo de Pequim pela incapacidade de travar a pandemia de covid-19 na sua fase inicial e pediu à OMS um esclarecimento cabal sobre a origem do vírus.

Hoje, Ghebreyesus disse que a recente missão de especialistas na China “não encontrou todas as respostas, mas forneceu informações importantes” que “aproximam do conhecimento da origem do vírus”.

O diretor da OMS explicou que a missão - formada por especialistas de 10 países, incluindo EUA, Reino Unido, Alemanha e Rússia - divulgará um relatório preliminar da sua visita na próxima semana, que será ampliado nas próximas semanas e explicado numa nova conferência de imprensa dada pela equipa de especialistas.

Ghebreyesus referiu que a missão - que contou também com especialistas da Organização Mundial da Alimentação (FAO, na sigla em inglês) e da Organização para a Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) - decorreu “em circunstâncias muito difíceis”, pelo que agradeceu o empenho aos seus membros.

Presente na conferência de imprensa de hoje esteve também Peter Embarek, que chefiou a equipa de cientistas e que disse que a missão “conseguiu muitos sucessos”.

“Temos agora uma melhor compreensão do que aconteceu em 2019”, disse Embarek, salientando que esta iniciativa foi apenas “o início” do processo de investigações sobre a origem do novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.368.493 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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