O primeiro-ministro do Reino Unido está a considerar a hipótese de um novo confinamento nacional, que pode entrar em vigor a partir da próxima quarta-feira. A notícia está a ser divulgada pelos meios de comunicação britânicos, que falam na preocupação do governo com as taxas de internamento no país, à medida que os casos de covid-19 vão conhecendo novos máximos no país.

As novas restrições podem ser anunciadas a 4 de novembro, e estendidas por um período até 1 de dezembro. Em cima da mesa está a possibilidade de fechar tudo, à exceção das lojas essenciais e instituições de educação, segundo refere o The Times. A verdadeira extensão da medida será avaliada numa reunião entre Boris Johnson e o chanceler britânico, Rishi Sunak.

É esperada uma conferência de imprensa de Boris Johnson para segunda-feira, na qual deverão ser anunciadas as novas medidas.

A hipótese de novo confinamento surgiu, segundo o The Guardian, depois de uma reunião em que vários membros do governo, entre os quais o primeiro-ministro e o ministro da Saúde, se reuniram com especialistas da área da saúde, com estes últimos a aconselharem um regresso ao confinamento.

Aquela publicação refere que Boris Johnson terá cedido à pressão dos seus conselheiros científicos, entre os quais estão Patrick Vallance e Chris Whitty, principais rostos do Grupo Consultivo Científico para Emergências.

Os especialistas terão avisado o chefe do governo que o novo coronavírus se está a propagar de forma significantemente rápida, apresentando-se um cenário mais grave que aquele estimado nas piores previsões.

A ideia de um novo confinamento estará a ser apoiada pelo ministro da Saúde, Matt Hancock, e também por Michael Gove, número dois do governo britânico. Ambos entenderão que as atuais medidas já não são eficazes, e temem que o vírus possa matar mais 85 mil pessoas durante o inverno, caso as restrições não sejam apertadas.

O Reino Unido confirmou esta sexta-feira mais 24.405 casos de covid-19, o que fez subir a média diária de casos desta semana para mais de 20 mil. Foram ainda reportadas mais 274 mortes.

António Guimarães