O regulador de medicamentos do Reino Unido registou até ao momento 30 casos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas contra a covid-19 com AstraZeneca.

Os dados atualizam, assim, de cinco para trinta o número de pessoas com reações adversas graves, num universo de 18 milhões de doses de vacinas dadas no país.

A contagem foi atualizada no boletim da Agência Reguladora de Medicamentos e Cuidados de Saúde, que, apesar dos dados, ressalva que os benefícios "ultrapassam largamente quaisquer efeitos secundários conhecidos".

A vacina da AstraZeneca, que entretanto mudou de nome para Vaxzevria na União Europeia, tem estado debaixo de fogo depois de reportados vários casos de coágulos e outras reações adversas. Agora, o problema parece aparecer também no Reino Unido, que tem a Universidade de Oxford como parceira da farmacêutica anglo-sueca.

Apesar disso, a Agência Reguladora do Medicamento e a Organização Mundial de Saúde continuam a defender a vacinação com o produto. Foi depois de as autoridades reiterarem a confiança que vários países, incluindo Portugal, retomaram a vacinação com AstraZeneca, que, no nosso caso, esteve interrompida por três dias.

Com todos os casos a serem registados em pessoas abaixo dos 60 anos, a Alemanha anunciou recentemente que iria restringir a vacinação com AstraZeneca aos maiores de 60 anos.

Dos 30 casos reportados no Reino Unido, 22 foram tromboses venosas e 8 foram menos graves.

O regulador britânico vê os dados com cautela, até porque a vacina da AstraZeneca já está a ser administrada no Reino Unido desde 9 de março, quase quatro meses sem registos adversos. Ao todo, 15,8 milhões de primeiras doses foram dadas com AstraZeneca, e outras 2,2 milhões de segundas doses foram administradas.

António Guimarães