A União Europeia anunciou esta quarta-feira que está a promover uma aceleração no processo de autorização a vacinas que sejam especificamente adaptadas contra novas variantes da covid-19.

Em comunicado, a Comissão Europeia esclarece que as vacinas aprovadas (AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer) mostraram ser eficazes no combate às variantes já identificadas, mas tem como objetivo prevenir o aparecimento de novas mutações potencialmente resistentes aos produtos já aprovados.

Assim, e ao abrigo do programa HERA Incubator, que estuda as novas variantes, a União Europeia promove a investigação das farmacêuticas no sentido de se criarem vacinas resistentes às mutações do SARS-CoV-2.

O objetivo é que o processo seja antecipado, permitindo à Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla original) uma aprovação mais atempada dos produtos.

O HERA Incubator serve para fortalecer e acelerar a resposta da União Europeia às variantes. Estamos a permitir que a EMA acompanhe o processo regulatório mais rapidamente. Uma aprovação mais rápida significa mais vacinas em circulação e mais europeus protegidos contra o vírus", referiu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A comissária europeia para as áreas da Saúde e Segurança Alimentar destaca que é necessário haver preparação para adaptar as vacinas o mais rápido possível: "Propomos soluções mais rápidas e mais flexíveis para a aprovação, sem comprometer a segurança ou eficácia. O nosso objetivo é estarmos um passo à frente".

A medida tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento e pelo Conselho Europeu, antes de ser colocada em prática.

Perante o aparecimento de novas variantes da covid-19, como são a britânica, a brasileira ou a sul-africana, confirmadas como mais contagiosas, foram várias as empresas que decidiram avançar para testes com novas vacinas.

António Guimarães