Dados preliminares de um estudo clínico em Israel apontam para um grau de eficácia da vacina Pfizer para o Covid-19 superior ao previsto, numa altura em que o país se aproxima dos 30% de população vacinada.

Segundo a Maccabi Healthcare Services, organização independente de prestação de cuidados de saúde, apenas 0,015 por cento das pessoas contraíram Covid-19 na semana após receberem a segunda dose da vacina Pfizer.

Anat Ekka Zohar, responsável pelo estudo, afirmou ao Times of Israel que os resultados “são muito bons” e, se a tendência se mantiver, “pode ser que a vacina seja mais eficaz do que apurou a Pfizer durante os ensaios clínicos”. 

Os dados preliminares do estudo israelita indicam que, de 128 mil pessoas vacinadas, apenas 20 contraíram o coronavírus.

Zohar sublinhou que a informação é “muito preliminar”, mas também importante “já que todo o mundo está a prestar atenção a Israel para receber informação sobre a eficácia da vacina”.

Segundo a base de dados estatística Our World in Data, Israel lidera de longe a vacinação a nível global, com um total de 3,83 milhões de doses administradas, à frente dos Emirados Árabes Unidos com 2,57 milhões de doses.

O Ministério da Saúde israelita anunciou na semana passada que cerca de 2,5 milhões de pessoas, quase um terço da população do país, são consideradas vacinadas.

O país mantém-se em confinamento, o terceiro, que deverá durar até, pelo menos, 31 de janeiro. 

Israel registou 600 mil casos desde o início da pandemia, dos quais 70 mil se mantêm ativos e 1.140 são considerados graves. 

As autoridades de saúde israelitas começaram a administrar vacinas a adolescentes no sábado, de acordo com a imprensa israelita.

/ AG