Quem já tiver levado as duas doses da vacina contra a covid-19 nos Estados Unidos vai deixar de ter de fazer quarentena quando entrar em contacto com um contacto de risco. A atualização da norma faz parte das novas recomendações do Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla original), publicada esta terça-feira.

Apesar disso, o organismo responsável pelas normas de saúde lembra que estas pessoas devem continuar a tomar todas as precauções, tendo em conta a saúde pública, até porque aqueles que foram imunizados podem continuar a ser transmissores, ainda que este seja um ponto incerto, uma vez que há dados que apontam para uma alta redução da transmissibilidade após a toma da vacina.

Pessoas totalmente vacinadas que preencham os critérios não vão precisar mais de fazer quarentena a seguir a uma exposição de alto risco", pode ler-se na página do CDC.

Entre estes critérios está uma completa imunização, que prevê a passagem de duas semanas após a tomada da segunda dose, uma vez que esse é o tempo estimado para que o corpo construa uma total proteção ao vírus.

Neste sentido, o CDC recomenda que todas as pessoas monitorizem um eventual aparecimento de sintomas nas duas semanas após a tomada da segunda dose.

Sobre a duração desta proteção, uma das grandes dúvidas existentes, o CDC adianta que não sabe ainda ao certo definir um horizonte temporal, pelo que a quarentena será obrigatória após contacto de alto risco para pessoas que tenham sido imunizadas há mais de três meses. Adicionalmente, quem apresentar quaisquer sintomas de infeção deve também isolar-se.

O organismo apela a que toda a população prossiga com todas as cautelas, para que se evite a propagação do vírus, sendo que os Estados Unidos são o país mais afetado, com mais de 471 mil mortes e 27 milhões de casos.

Por agora, todas as pessoas vacinadas devem continuar a seguir as normas para se protegerem a si e aos outros, incluindo a utilização de máscara, manter os dois metros de distância de dois metros, evitar ajuntamentos, evitar espaços mal ventilados, tapar a boca ou nariz quando se tosse ou espirra e lavar as mãos frequentemente", acrescenta o CDC.

O CDC avisa ainda que não existem dados claros sobre a eficácia das vacinas nos doentes assintomáticos, população que se crê ser mais transmissora do novo coronavírus.

Entre as novas normas de combate à pandemia está uma relacionada com a utilização de máscaras. O CDC passa a pedir que se usem duas proteções faciais para conter o avanço das novas variantes, consideradas mais contagiosas.

A campanha de vacinação nos Estados Unidos arrancou em meados de dezembro, com o país a utilizar para já as vacinas da Pfizer e da Moderna. Com a transição de Donald Trump para Joe Biden, o governo focou-se quase exclusivamente no combate à pandemia, e traçou mesmo o objetivo de conseguir ter 150 milhões de pessoas vacinadas até meio de abril, o que consistiria em quase metade da população do país.

António Guimarães