Itália registou mais 534 mortos nas últimas 24 horas devido à pandemia de Covid-19. Trata-se de uma ligeira subida, uma vez que na segunda-feira tinham sido registadas 454 mortes.

De acordo com o balanço da proteção civil italiana, divulgado esta terça-feira, o número total de vítimas mortais desde o início da pandemia é agora de 24.648. Itália é o segundo país com mais mortos devido à Covid-19, apenas ultrapassada pelos Estados Unidos.

O número de novos contágios também aumentou: foram registados 2.729 novos casos, quando na segunda-feira tinham sido reportados 2.256.

O número de casos confirmados desde o início da pandemia é agora de 183.957, o terceiro mais alto a nível global, depois do dos Estados Unidos e do de Espanha.

Desde o inicio da pandemia 51.600 doentes foram dados como recuperados 

Os doentes hospitalizados continuam a descer (772 menos em 24 horas), tal como os que estão em cuidados intensivos (102 menos).

"O vírus está ainda entre nós, um pouco menos forte, mas está lá”, tinha alertado previamente o alto-comissário do governo para a gestão da crise do coronavírus, Domenico Arcuri, enquanto o primeiro-ministro, Guiseppe Conte, anunciava que vai revelar “antes do final da semana” o seu plano de saída progressiva do confinamento, em vigor desde 9 de março e que termina a 3 de maio.

Gostava de poder dizer ‘reabrimos tudo’. De imediato. Reabrimos a partir de amanhã. Mas isso faria subir a curva de contágio de forma descontrolada e tornaria vãos todos os esforços que fizemos até ao momento”, sublinhou Conte numa longa mensagem nas redes sociais.

Domenico Arcuri insistiu na mesma mensagem: “Não devem ser tomadas decisões prematuras, devemos estar ainda mais conscientes [dos riscos] e responsáveis”.

“A partir de 4 de maio poderemos aliviar certas medidas, avaliar o que se passa, e promover mais um pequeno passo semana após semana mas sempre a vigiar o que se passa”, considerou por sua vez Silvio Brusaferro, presidente do Instituto superior de Saúde (ISS, um organismo governamental de referência em matéria de saúde pública).

“Devemos excluir todas as atividades que impliquem ajuntamentos, isto é, a presença em simultâneo de centenas ou milhares de pessoas em espaços reduzidos ou fechados, e até que tenhamos uma vacina”, advertiu.

“Não aos horários de ponta em todas as fases da vida diária. Devemos dizer adeus às ruas e transportes públicos cheios de gente”, prosseguiu.

Silvio Brusaferro também assinalou que “as pessoas que estão imunizadas são absolutamente minoritárias. A grande maioria dos italianos, cerca de 90%, não teve contacto com o vírus. Este número significa que estamos muito longe da imunidade coletiva”.

A Lombardia (norte), com 67.931 casos e 12.579 mortos, a Emília-Romanha (centro-norte, 23.092 casos e 3.147 mortos) e o Piemonte (noroeste, 21.955 casos e 2.485 mortos) permanecem as três regiões mais afetadas da península itálica.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Sofia Santana / atualizada às 17:39