Se as favelas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no Brasil, fossem um país, seriam o 50º com mais óbitos por covid-19. As contas foram feitas pela CNN Brasil, tendo em conta dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, e do Painel Unificador Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro.

De acordo com a plataforma que monitoriza a evolução do vírus nas favelas do Rio de Janeiro, as 83 comunidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro contabilizam 2.901 casos, o que significa uma taxa de mortalidade avassaladora, face aos 25.800 casos confirmados. Sendo que a dificuldade de monitorizar novos casos e óbitos nas comunidades mais fechadas das favelas do Rio de Janeiro é muito grande e essa monitorização é feita com a ajuda dos próprios moradores e líderes comunitário.

A CNN fez a comparação dos dados recolhidos pelo Painel Unificador Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro e dos dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Se fossem um país, e no que respeita ao número de óbitos, as favelas do Rio de Janeiro estariam em 50º lugar, logo à frente da Argélia, que contabiliza (segundo dados do instituto norte-americano) 2.564 mortos por covid-19. A Universidade John Hopkins faz a monitorização da evolução da pandemia em 191 países. 

No levantamento do Painel Unificador Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro, o maior número de casos confirmados no estado está no Complexo da Maré, conjunto de 17 favelas, na Zona Norte do Rio, com 2.449 casos confirmados e 158 mortos. No entanto, o maior número de mortos pela doença foi registrado na Comunidade Sem Terra, em Itaguaí, com 217 mortos.

O Complexo do Alemão, na Zona Norte, aparece em quarto lugar no número de casos confirmados, 1.033, com 65 mortos, seguido pela Rocinha, na Zona Sul, com 917 confirmações e 62 óbitos, e pelo Complexo da Penha, com 857 confirmados e 56 mortos.

Manuela Micael