Foi uma das primeiras consequências do primeiro confinamento, e parece voltar a ser um problema agora que vários países recomeçam a aplicar medidas mais restritivas para contenção da pandemia de covid-19. O papel higiénico, ou a falta dele.

É o caso dos Estados Unidos, onde várias cidades voltaram a decretar confinamentos para controlar os contágios. Segundo a agência Associated Press, isso está a levar a que muitos norte-americanos tenham de se abastecer para os próximos tempos, com o papel higiénico a ser um dos produtos mais procurados.

A cadeia de supermercados Walmart admitiu mesmo que está com dificuldades em dar resposta à procura em algumas das suas lojas. Nas cadeias Kroger e Publix já está em vigor uma limitação de quanto papel higiénico pode ser vendido a cada cliente. Na Amazon, também as toalhitas estão esgotadas.

Este é um cenário que se repete no país, e que não foi exclusivo dos Estados Unidos. Também em Portugal, e durante o confinamento nos meses de março e abril, houve uma grande corrida aos supermercados em busca de produtos de higiene, com o papel higiénico sempre em primeiro plano.

Para o presidente da Associação de Marcas de Consumo dos Estados Unidos, esta segunda vaga não será tão grave no fornecimento dos produtos, até porque as restrições e confinamentos estão a ser aplicados de forma regional, e não nacional, como aconteceu em março.

Um consumidor mais bem informado, combinado com um produtor melhor informado e ainda um vendedor mais bem informado, deverá proporcionar que todos tenhamos um maior sentido para assegurar que conseguimos acompanhar este aumento da procura", disse Geoff Freeman.

O papel higiénico lidera no número de produtos cujo stock começa a ser limitado: 21% das prateleiras estão vazias a nível nacional, um novo máximo de acordo com uma investigação feita ao mercado no último mês, pela IRI, uma empresa de informações sobre recursos e análise de mercados.

Os produtos de higiene e limpeza mantiveram o valor de 16%, quando antes da pandemia o máximo que estes valores aumentavam era entre 5% e 7%.

António Guimarães