Quem recupera da infeção por covid-19 pode mesmo desenvolver uma defesa imunitária muito mais rápida e eficaz contra o novo coronavírus. 

Os investigadores da Rockefeller University, em Nova Iorque, descobriram que o sistema imunitário não só se recorda do vírus, como melhora a qualidade dos anticorpos depois de recuperar da infeção. Esta resposta leva o corpo a desencadear um ataque rápido e potente quando o vídeo "invadir" uma segunda vez.  

Segundo o The Guardian, esta é mesmo a maior prova encontrada até à data, de que o sistema imunitário responde de forma mais rápida e eficaz à covid-19 após a primeira infeção.

"Isto são muito boas notícias", considera o responsável pela imunologia molecular do instituto Rockerfeller e um dos autores do estudo, Michel Nussenzweig. 

A expectativa é que as pessoas sejam capazes de produzir uma resposta rápida de anticorpos e resistir à infeção num grande número de casos”, frisou.

Apesar de ainda não ser claro quanto tempo dura esta memória do sistema imunitário, os especialistas admitem, no entanto, que pode dar proteção durante anos.

Esta descoberta pode explicar ainda o porquê dos casos de reinfeção pelo novo coronavírus ainda são raros. 

A explicação

Quando alguém é infetado com covid-19, o sistema imunitário lança um ataque multifacetado: uma forma de proteção vem das células T, que procuram e destroem as células infetadas e, assim, evitam que o vírus se espalhe.

A outra frente de ataque envolve células B, que libertam anticorpos no sangue. Os anticorpos "agarram-se" vírus e impedem-o de invadir as células.

Assim que a infeção passa, o sistema imunitário desiste, mas lembra-se do vírus, armazenando as chamadas células T e B para memória. Se o vírus voltar, estas são imediatamente chamadas à ação. 

Os investigadores ressalvam que este estudo é preliminar e ainda não foi oficialmente publicado.

Rafaela Laja