Um dos dois casos 'importados' de infeção pelo Covid-19, detetados esta terça-feira na China, é oriundo de Espanha, informou a televisão estatal, numa altura em que o país asiático tenta travar casos oriundos do exterior.

Trata-se de um dos dois únicos casos detetados no país, fora da cidade de Wuhan, de onde o vírus é originário, e que está desde janeiro sob quarentena, com entradas e saídas bloqueadas, segundo a televisão estatal CCTV.

O caso foi registado na província de Guangdong, adjacente a Macau, e trata-se de um estudante chinês que regressou de Espanha num voo que parou em Hong Kong.

O viajante testou positivo para o coronavírus num exame realizado em Shenzhen, cidade que faz fronteira com a antiga colónia britânica.

O outro caso "importado" anunciado hoje pela Comissão Nacional de Saúde foi detetado em Pequim e é oriundo do Reino Unido.

Número de novos casos volta a cair na China

A China voltou a registar uma queda no número de novos casos de infeção, 19, face a 40 no dia anterior, ao mesmo tempo que ocorreram 17 mortes, quase todas na cidade de Wuhan, epicentro da epidemia do Covid-19.

Até à meia-noite de segunda-feira (16:00 horas de domingo, em Lisboa), a China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizava, no total, 80.754 infetados e 3.136 mortos devido ao novo coronavírus.

A Comissão Nacional de Saúde informou que, no mesmo período de 24 horas, 1.297 pessoas receberam alta após terem superado a doença, elevando o total de pacientes curados para quase 60.000.

Todas as mortes recentes ocorreram na província de Hubei, epicentro da epidemia, que concentra 17 dos 19 casos novos, e onde várias cidades foram colocadas sob quarentena, com entradas e saídas interditas.

No total, Hubei soma 3.024 mortes e 67.760 casos confirmados.

Nas últimas 24 horas foram confirmados dois casos "importados" de fora do país; um em Pequim e outro em Cantão.

Segundo dados oficiais, desde o início do surto, mais de 675.338 pessoas que tiveram em contacto próximo com os infetados foram acompanhadas, entre as quais 16.982 permanecem sob observação.

Uma das prioridades das autoridades chinesas é agora "protegerem-se contra a importação" de infeções de outros países.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de quatro mil mortos entre mais de 113 mil pessoas infetadas numa centena de países e territórios.

/ AM