A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu hoje novas restrições até meados de janeiro em todo país por considerar que as existentes estão a mostrar-se insuficientes para controlar o número de casos de covid-19.

O número de contactos entre as pessoas é demasiado elevado. A redução do número de contactos é insuficiente", declarou a chanceler frente à Câmara dos Deputados, referindo-se ao encerramento de lojas e escolas em particular.

A chanceler alemã considerou "justificadas" as propostas de um grupo de especialistas com o objetivo de fechar o mais tardar entre o Natal e meados de janeiro todas as lojas não alimentares e escolas em particular.

Angela Merkel exortou também a redução "ao mínimo" dos contactos, evocando a possibilidade de antecipar o início das férias escolares.

Devemos fazer todo o possível para evitar um aumento exponencial do número de casos”, insistiu

A Alemanha registou hoje um novo máximo diário de mortes por covid-19, com 590 óbitos nas últimas 24 horas, mais 100 do que o anterior máximo, segundo o Instituto Robert Koch (RKI).

O RKI registou, também, 20.815 novas infeções, mais 3.000 do que na quarta-feira da semana passada, mas abaixo do máximo de 23.648 em 20 de novembro.

O governo alemão considera que o número de novos casos diários estabilizou, mas num nível "muito alto".

O número total de pessoas que tiveram ou têm infeções na Alemanha subiu para 1.218.524, dos quais 19.932 morreram. O RKI estima que o número de pessoas que recuperaram da doença está atualmente em torno de 902.100.

A incidência acumulada nos últimos sete dias no país é de 149,1 novas infeções por 100.000 habitantes.

O governo federal e os líderes regionais devem reunir-se antes do Natal para discutir possíveis medidas para lidar com a propagação da pandemia.

Várias regiões particularmente afetadas, como a Baviera e Saxónia, já assumiram a liderança. Outros estão mais relutantes em apertar o sistema atual de restrições, menos restrito do que em outros países europeus, como a França.

Angela Merkel e os chefes de governo dos estados federais decidiram na semana passada uma prorrogação até dia 10 de janeiro das atuais restrições.

No início de novembro, entrou em vigor uma paralisação parcial da vida pública, mas a chanceler e os chefes de governo dos estados federais decidiram estender e apertar algumas restrições para dezembro para minimizar os contactos e tentar conter a pandemia de covid-19.

Durante o Natal haverá uma certa flexibilização das medidas para permitir a celebração com a família ou amigos, elevando o número máximo de reuniões para 10 (onde os menores de 14 anos não contam), embora com possibilidade de medidas mais duras nas regiões com incidência particularmente alta.

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