As autoridades sul-coreanas apelaram hoje aos cidadãos para reduzirem as interações sociais para travar a terceira vaga da covid-19, dado que cerca de 60% dos casos têm origem em reuniões familiares e de amigos.

Para quebrar a cadeia de contágio e prevenir a pandemia a nível nacional, as pessoas devem reduzir o contacto com outras pessoas na vida diária", disse o vice-ministro da Saúde sul-coreano, Kang Do-tae, em conferência de imprensa.

Kang Do-tae explicou que 60% dos novos casos detetados têm origem em reuniões familiares e de amigos, o que está a complicar as tarefas para impedir a propagação da doença causada pelo novo coronavírus SARS CoV-2.

O responsável afirmou que "as infeções de pessoas menores de 40 anos também aumentaram, uma vez que muitas delas não apresentam sintomas graves e continuam a realizar muitas atividades diárias, o que complica a luta contra o vírus”, de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Os casos aumentaram no país durante o último mês também devido à descida da temperatura que leva os residentes a passarem mais tempo em casa.

A Coreia do Sul registou 349 novas infeções, das quais 217 correspondem à região da capital, a área mais povoada do país e com maior concentração de casos de covid-19, tendo entrado hoje no nível dois de restrições.

O nível dois (em cinco) proíbe reuniões de mais de 100 pessoas, a abertura de estabelecimentos de diversão noturna e obriga os restaurantes a deixarem de servir os clientes no local após as 21:00, admitindo apenas encomendas de comida para levar ou de entrega ao domicílio.

Os estádios desportivos só podem acomodar 10% da capacidade, de acordo com as medidas em vigor.

O governo da Coreia do Sul não impôs confinamentos, nem fechou as fronteiras, sendo um dos países que melhor geriu a pandemia.

Até à data, as autoridades sanitárias sul-coreanas identificaram 31.353 infeções (14,2% importadas) e 510 mortes, o que resulta numa taxa de mortalidade de 1,62%.

A pandemia de covid-19 causou pelo menos 1.388.590 mortos resultantes de mais de 58,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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