O Reino Unido dá esta segunda-feira mais um passo no desconfinamento da sociedade, à medida que o sucesso da vacinação contra a covid-19 permite que o país avance na reabertura da sociedade.

Para muitos, a primeira coisa a fazer foi logo à meia-noite. Quase como que por magia, os pubs ingleses abriram logo na primeira hora do novo dia, o que levou várias pessoas, que ansiavam por tomar uma cerveja com os amigos num dos 37.515 bares que decidiram abrir.

Mas os números gerais da reabertura impressionam: mais de 400 mil lojas, 27 mil restaurantes, 20 mil cabeleireiros ou quatro mil ginásios.

Num desses 20 mil cabeleireiros esteve, esta manhã, o primeiro-ministro britânico. Como qualquer cidadão comum, Boris Johnson apressou-se para um corte de cabelo, depois da reabertura. Mas não terá sido o único a pensar o mesmo, como retrata David Mercer: "Parece que não fui o único a pensar em ir ao barbeiro cedo".

Em várias cidades britânicas foi nas lojas que se fizeram filas. Às portas da conhecida loja Primark, várias mulheres fizeram gigantescas filas para poderem entrar, numa tentativa clara de renovar o guarda-roupa para o regresso à rua.

Nas montras de muitas lojas foi possível ver as palavras "que bom ver-vos" ou "bem-vindos de volta", num processo que foi doloroso para a economia e sociedade britânicas, que estiveram praticamente paralisadas desde janeiro, altura em que eram um dos países onde a pandemia estava mais descontrolada.

Parte do sucesso britânico passa pelo elevado nível de vacinação. Tendo sido um dos primeiros países a iniciar essa campanha em todo o mundo, leva já quase 50% da população vacinada com pelo menos uma dose da vacina.

Um dos efeitos é a redução drástica de mortes. Este domingo, por exemplo, a cidade de Londres não reportou qualquer óbito relacionado com a covid-19.

A reabertura da sociedade britânica deu aso ao aguçado humor inglês, como é o caso deste homem, que pode voltar a comer fora.

Para uma melhor perceção do que se passa esta segunda-feira, o melhor é mesmo ver a galeria associada. 

António Guimarães