A China instou esta terça-feira os Estados Unidos a convidarem também os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estão atualmente na cidade chinesa de Wuhan para investigar a origem do novo coronavírus.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Wang Wenbin disse que especialistas locais "compartilharam uma vasta quantidade de informações e resultados de pesquisas" com cientistas internacionais e fizeram "trocas aprofundadas" com eles.

Wang espera que os EUA sigam o exemplo da China e adotem uma atitude "positiva, científica e cooperativa" na busca da origem do vírus.

Defende também que os Estados Unidos devem convidar especialistas da OMS para visitar o país como parte das suas pesquisas.

Alguns porta-vozes chineses afirmaram que o vírus poderia ter chegado a Wuhan através dos soldados do Exército dos EUA que participaram dos Jogos Militares na cidade, em outubro de 2019, e até apontaram a possibilidade de que o vírus tenha surgido num laboratório norte-americano.

Não há qualquer evidência científica nesse sentido.

No seu quarto dia em Wuhan, a missão de especialistas internacionais visitou um centro de prevenção e controle de doenças animais.

A possibilidade de o vírus ter chegado aos humanos por meio de um animal, eventualmente de um morcego, é a mais plausível, segundo os cientistas, diretamente ou por meio de um "hospedeiro intermediário".

Na quarta-feira, os especialistas da OMS vão visitar o Instituto de Virologia de Wuhan e o seu laboratório P4 para máxima segurança biológica.

O governo anterior dos Estados Unidos garantiu repetidamente que o vírus saiu daquele laboratório, embora não tenha fornecido nenhuma prova.

Até à data, a OMS reiterou que todas as hipóteses estão em cima da mesa e reclamou às autoridades chinesas que prestem o "apoio, acesso e dados" que os especialistas precisam.

O Governo chinês promoveu ainda teorias de que o surto pode ter começado com a importação de frutos do mar congelados contaminados com o vírus, uma ideia totalmente rejeitada por cientistas e agências internacionais

/ RL