As autoridades de Saúde de Macau anunciaram esta quarta-feira que deram alta a mais um paciente contaminado com o coronavírus Covid-19, passando para oito o número de infetados no território.

A segunda paciente a receber alta hospitalar, e que já saiu de Macau, é uma mulher de 21 anos, professora e residente na cidade chinesa de Wuhan, foco do Covid-19, que deu entrada num hospital do território em 25 de janeiro, dois dias após atravessar a fronteira, e cujo teste deu positivo em 26 do mesmo mês.

À semelhança da primeira mulher que recebera alta hospitalar há menos de uma semana, terá de pagar 25 mil patacas (quase 2.900 euros) aos serviços de saúde, salientou em conferência de imprensa o coordenador dos serviços de urgência do Centro Hospitalar de São Januário.

“Agora não tem dinheiro (…) e pediu para pagar em trinta dias”, acrescentou Chang Tam Fei.

O mesmo responsável adiantou que nas últimas 24 horas, foram testadas 350 amostras no Laboratório de Saúde Pública, um número que continua a crescer em relação a dias anteriores, uma vez que a despistagem foi alargada a grupos definidos como de maior risco.

No total, nas últimas semanas foram realizados 1.024 testes na capital mundial do jogo, cujos casinos encerraram por determinação governamental há uma semana. Dos 1.024 testes, já foram descartados 993 casos suspeitos. Vinte e uma pessoas continuam a aguardar o resultado das análises, enquanto 27 já saíram do isolamento imposto pelas autoridades de saúde.

O número de mortos na China continental devido ao Covid-19 aumentou para 1.113, anunciou hoje a Comissão Nacional de Saúde chinesa.

De acordo com as autoridades de saúde de Pequim, o número total de mortos nas últimas 24 horas é de 97.

O número total de casos confirmados é de 44.653, dos quais 2.015 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês.

As autoridades chinesas acrescentaram ainda que 451.462 pacientes foram acompanhados por terem tido contacto próximo com os infetados, dos quais 185.037 ainda estão sob observação.

O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta também o território de Macau (com oito infetados) e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.