O Certificado Verde Digital, também conhecido como passaporte de vacinação, só deve estar pronto para utilização na União Europeia em junho, mas já há quem se queira antecipar.

O primeiro-ministro italiano afirmou esta terça-feira que o país vai abrir portas já neste mês de maio. Mario Draghi falava à saída de uma reunião do G20, grupo que reúne os países mais industrializados do mundo.

Tal como Portugal, Itália é um país altamente dependente do turismo, um setor que representa cerca de 13% das receitas geradas pela economia.

Para que as viagens antes da chegada do passaporte de vacinação sejam possíveis, Itália vai introduzir o seu próprio passe verde: "Não vamos esperar até meio de junho pelo passe da União Europeia. A meio de maio os turistas podem ter o passe italiano, por isso é tempo de marcarem as vossas férias", disse Mario Draghi, dirigindo-se diretamente aos turistas europeus.

A reunião do G20 desta terça-feira foi marcada pelo encontro entre os vários ministros do Turismo, com a perspetiva de se encontrarem soluções para combater a crise provocada pela pandemia, numa altura em que Itália preside ao grupo.

Itália é o primeiro país da União Europeia a dizer de forma aberta que vai antecipar a receção de turistas, anunciando para isso a criação de um passaporte de vacinação próprio, cujo funcionamento ainda não se sabe como será.

O Certificado Verde Digital, aprovado na semana passada pelo Parlamento Europeu, abrange pessoas vacinadas contra a covid-19, que tenham estado infetadas recentemente (imunes, portanto) ou que apresentem um teste PCR negativo.

Este instrumento será vital para que a livre circulação regresse ao espaço comunitário, sendo que Portugal, na qualidade de país que preside ao Conselho da União Europeia, foi um dos países que mais pressionou a aprovação do documento digital.

Itália, um dos países com os piores registos da pandemia em todo o mundo (mais de quatro millhões de casos e de 120 mil mortes) começa esta semana uma nova reabertura da sociedade. Esta segunda-feira grandes multidões saíram à rua para os muitos museus. Na cidade de Roma, por exemplo, houve espaço para visitar o Coliseu, enquanto no Vaticano a Capela Sistina voltou a abrir portas.

António Guimarães