Os pais de cerca de 18 milhões de crianças alemãs vão receber um abono extra por cada filho neste regresso às aulas pós confinamento. Duzentos euros vão ser pagos ainda no mês de setembro e os restantes 100 euros no mês de outubro. A medida do Governo de Angela Merkel foi estipulada em junho e não precisa de ser solicitada previamente. Ou seja, os 300 euros são atribuídos automaticamente.

O único pré-requisito é a criança ter recebido o abono de família, pelo menos num mês em 2020 e é disponibilizado a menores de 18 anos, ou menores de 25 anos que ainda estejam a estudar. Ao valor do abono de família, que na Alemanha ronda os 192 euros mensais, acresce o valor do “abono do coronavírus”.

Segundo uma pesquisa do Institut der Deutschen Wirtschaft, 61% dos beneficiários querem gastar parte ou até mesmo a totalidade do abono; 24% dos entrevistados disseram que gastarão o abono na íntegra e 37% pretendem fazê-lo parcialmente. 

Para os pais com rendimentos elevados, no final do ano, o valor recebido entrará para o cálculo dos impostos e quanto maior o rendimento das famílias, mais impostos terão que pagar pela ajuda recebida. É o caso, por exemplo, de um casal com um filho e um rendimento anual de 86.000 euros. Pelo contrário, um casal com três filhos e uma renda anual de até cerca de 67.800 euros, conseguirá beneficiar do abono na totalidade.

De acordo com o Instituto Empresarial IW, cerca de metade do valor atribuído ao abono (2,3 bilhões dos 4,3 bilhões de euros) deve acabar no mercado. Isto porque, em média, para todos os beneficiários, cerca de 128 euros por criança fluem rapidamente para o consumo, beneficiando as empresas.

Redação / MS