Mais de 100 milhões de máscaras de proteção foram vendidas em Macau desde o início da pandemia, no final de janeiro, informaram esta segunda-feira as autoridades do território em comunicado.

A venda racionada de máscaras começou há mais de cinco meses, no dia 24 de janeiro, tendo sido uma das primeiras medidas do Governo de Macau para travar a propagação da Covid-19, justificada pela falta de oferta no mercado mundial.

Ao abrigo do racionamento, cada pessoa pode adquirir dez máscaras a cada dez dias, em cerca de meia centena de farmácias convencionadas no território, a preço reduzido: oito patacas, o que representa menos de um euro.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus iniciou na sexta-feira, dia 10 de julho, o 18.º plano de fornecimento de máscaras aos residentes em Macau.

Na nota, o Centro de Coordenação defende que a "utilização maciça" de máscaras, a par de outras medidas sanitárias, "criou uma linha de defesa comunitária e contribuiu para os atuais resultados".

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a Covid-19, antes do final de janeiro. O território registou então uma primeira vaga de dez casos. Seguiu-se outra de 35 casos a partir de março, todos importados, uma situação associada ao regresso de residentes, muitos estudantes no ensino superior em países estrangeiros.

O caso mais recente, o 46.º no território desde que o surto começou, registou-se em 25 de junho. Macau não registou nenhuma morte relacionada com a doença.

As autoridades do território anunciaram também que os passageiros dos autocarros que circulam entre Hong Kong-Zhuhai-Macau passam a ter de apresentar teste de ácido nucleico negativo, emitido nos últimos sete dias, além de quarentena obrigatória de 14 dias, que já estava em vigor.

A medida, que se destina a "garantir a segurança dos passageiros e trabalhadores nos autocarros", numa altura em que Hong Kong registou um novo surto de Covid-19, é aplicável a partir de hoje às pessoas que entrem em Macau através do corredor marítimo excecional entre os dois territórios, aberto até quinta-feira.

A partir das 6:00 horas de 14 de julho, todos os passageiros de 'ferries' e de avião que partam de Macau devem igualmente apresentar o certificado de resultado negativo do teste de ácido nucleico, com igual validade, informaram as autoridades.

Se não conseguirem fazer o teste a tempo, "aqueles que já têm bilhete" de 'ferry' com destino a Hong Kong ou avião a partir do aeroporto daquele território devem contactar o Centro Hospitalar Conde de São Januário, indicaram também hoje as autoridades de Macau, durante a conferência de acompanhamento da Covid-19.

Durante a conferência, as autoridades anunciaram ainda que vão levantar a partir de hoje a obrigatoriedade de quarentena para pessoas provenientes de Pequim, "após oito dia sem casos novos" de Covid-19, e da província de Hubei, na China.

/ CE