O governo britânico decretou esta terça-feira sanções severas para os residentes que escondam viagens a destinos da "lista vermelha", incluindo Portugal.

Na prática, os residentes que regressem ao Reino Unido e mintam no formulário de localização de passageiros (para fugir à quarentena obrigatória) poderão ser multados até 11.400 euros e arriscam-se ainda a uma pena de prisão até dez anos.

As medidas foram anunciadas pelo secretário da saúde britânico, Matt Hancock, na Câmara dos Comuns, e entram em vigor já na próxima semana, para conter a entrada de novas estirpes da covid-19 no país.

Pessoas que infrinjam estas regras estão a colocar os outros em risco. Também vamos sancionar severamente quem fornecer informações falsas no formulário de localização de passageiros", afirmou Hancock, citado pelo jornal Telegraph.

Quem chegar de Portugal e de 32 outros destinos da “lista vermelha” do Reino Unido vai pagar até 2.000 euros para fazer uma quarentena obrigatória mínima de dez dias em hotéis designados pelo governo.

Não peço desculpa pela robustez destas medidas porque estamos a lidar com uma das maiores ameaças à saúde pública que enfrentámos como país”, disse ainda o governante.

A “lista vermelha” britânica inclui países como o Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Angola.

O Reino Unido registou 1.001 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, somando 114.851 desde o início da pandemia, e 13.013 novos casos, de acordo com dados publicados hoje pelo Governo britânico. 

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.341.496 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Rafaela Laja