Fechada desde 29 de outubro do ano passado, devido à pandemia de covid-19, a Torre Eiffel, em Paris, irá reabrir ao público no dia 16 de julho com uma lotação máxima de 25% nos elevadores e capacidade para 10 mil visitantes por dia durante o verão, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

Antes da pandemia, o monumento recebia 25 mil pessoas por dia, segundo informações da Sete (Sociedade de Exploração da Torre Eiffel) que prevê um défice de cerca de 70 milhões de euros para 2021, depois ter anunciado um défice de 52 milhões no ano de 2020.

Os bilhetes podem ser comprado a partir de 1 de junho, anunciou o presidente da Sete, Jean-François Martins, que conta com dois terços das reservas online. Mas também será possível a compra física de bilhetes junto à Torre Eiffel, após a reabertura.

Todos os pisos estarão acessíveis ao público, com exceção de algumas zonas que estão remodelação, nomeadamente no segundo piso.

Os trabalhos de pintura em curso, suspensos desde o início de fevereiro quando foram encontrados vestígios de chumbo acima do limite legal, não serão retomados antes do outono. Até à reabertura serão retirados todos os vestígios de chumbo, garantiu o presidente da Sete.

Sobre a situação financeira da empresa, Jean-François Martins, que é conselheiro do "Maire" de Paris para a área do turismo, afirma: “Os dois déficits consecutivos não podem ser absorvidos pela Sete com recursos próprios”. Por isso, o responsável dialogou com os acionistas - que são a Câmara de Paris (99%) e a Área Metropolitana de Grande Paris (1%) - e prevê uma recapitalização após o verão. “Temos um período difícil pela frente, mas não temos preocupações de longo prazo”, disse, reafirmando que os 350 funcionários do monumento não correm perigo.

Maria João Caetano