As filhas do ativista afro-americano Malcolm X pediram que fosse aberta a investigação sobre o seu homicídio depois de ter sido revelada uma carta e um ex-polícia. O documento sugere o envolvimento da polícia de Nova Iorque e do FBI no crime que ocorreu em 1965.

Contactado pela AFP este domingo, um porta-voz da procuradoria de Manhattan afirmou que o "análise" do recurso estava "em andamento".

Durante uma conferência de imprensa no sábado, foi apresentada uma carta escrita por um ex-polícia à paisana de Nova Iorque, também ele já falecido, em que ele acusa as duas autoridades de serem cúmplices do assassinato.

Segundo o seu primo, o agente, afirma que se aproximou, a pedido dos seus superiores, da comitiva de Malcolm X e ter capturado dois dos seus guarda costas, que foram presos poucos dias antes do crime.

Foi no dia 21 de fevereiro de 1965, El-Hajj Malik El-Shabazz, o nome verdadeiro de Malcolm X, foi atingido por três atiradores quando se preparava para fazer um discurso no Audubon Ballroom, em Manhattan.

Em fevereiro do ano passado, depois do lançamento do documentário da Netflix 'Quem matou Malcolm X', o procurador de Manhattan, Cyrus Vance, pediu às suas equipas que analisassem o caso para determinar se a investigação deveria ser, ou não, reaberta.

Contactada pela AFP, O Departamento da Polícia de Nova Iorque informou que comunicou ao Ministério Público "todos os autos relativos a este caso" e mostrou-se disposta a colaborar.

Já o FBI não fez qualquer comentário.

Redação / LF