Nordahl Lelandais, suspeito da morte de Maëlys de Araujo, lusodescendente de 9 anos, foi condenado a 20 anos de prisão pela morte de um jovem militar, e não pretende recorrer da sentença, segundo anunciou o seu advogado.

Ao anúncio da sua condenação, na noite de terça-feira, Nodahl Lelandais terá ficado "impassível", segundo descreveram os jornalistas, e, após ter reconhecido matar o jovem militar Arthur Noye,​​​​​ o homicida não vai recorrer da sentença de 20 anos proferida esta na noite no tribunal de Chambéry, na região Saboia.

Já defendi muitas famílias de vítimas e sei o que é o sofrimento de um segundo processo para estas famílias. Não recorrer é também respeitar a vítima", disse Alain Jakubowicz, advogado de Nordahl Lelandais.

O Ministério Público francês tinha pedido uma pena de 30 anos devido à "gravidade do homicídio" do militar de 24 anos. A família da vítima disse estar "satisfeita" com esta condenação.

Quanto ao processo de Maëlys de Araujo, Lelandais voltará ao banco dos réus em 2022, com o julgamento a decorrer em Grenoble.

A menina lusodescendente desapareceu a 27 de agosto de 2017, numa festa de casamento, em Pont-de-Beauvoisin, e, a 31 de agosto, Nordahl Lelandais foi detido para interrogatório.

A 3 de setembro, o francês foi formalmente acusado de sequestro, na sequência da descoberta de restos de ADN da menina no seu carro e, em novembro, foi acusado de assassínio, devido a imagens de vigilância dessa noite que mostravam a menina no carro e, pouco depois, o mesmo carro já sem Maëlys.

A 14 de fevereiro de 2018, após a descoberta de um rasto de sangue da criança no seu carro, Lelandais confessou que a matou "involuntariamente" e levou a polícia até ao local montanhoso onde enterrou os seus restos mortais.

A 19 de março, na audição pelos juízes de instrução do tribunal de Grenoble, Nordahl Lelandais indicou que a menina entrou no seu carro para ir ver os seus cães e atribuiu a sua morte a uma bofetada que lhe deu quando ela entrou em pânico dentro da viatura.

Foi após a sua detenção neste caso que o assassino admitiu ter matado Arthur Noyer.

/ LF