O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, assinou, esta segunda-feira, um decreto em que declara a lei marcialem todo o país.

A medida vem na sequência do apresamento pela Rússia, no domingo, de três navios da Armada da Ucrânia no mar Negro.

O estado de exceção estará em vigor até 25 de janeiro de 2019, embora possa ser levantado a qualquer momento, segundo explicou o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia.

O decreto presidencial, que não se traduz na mobilização obrigatória de tropas, terá ainda de ser aprovado pelo Rada Suprema, o parlamento da Ucrânia.

A entrada em vigor da lei marcial pode colocar em causa as eleições marcadas para 31 de março. Durante a vigência do decreto estão proibidas as greves e os protestos como a realização de eleições presidenciais, parlamentares ou locais.

O Conselho de Segurança da ONU, a pedido da representação dos EUA, vai reunir de emergência durante a tarde desta segunda-feira. Numa reação à escalada de tensão, Bruxelas pediu a libertação dos navios arrestados pela Rússia.