A ativista sueca Greta Thunberg disse este sábado que as negociações que virão a ser feitas na Cimeira do Clima em Glasgow, anunciadas como a última chance que a humanidade tem de evitar consequências catastróficas produzidas pelo aquecimento global, não "levarão a grandes mudanças".

Thunberg, cujo movimento Fridays For Future inspirou protestos de grande dimensão mundialmente, afirmou que os ativistas precisam de continuar a "pressionar" se querem ter uma mudança palpável.

Como está agora, este COP26 ( a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021) não deverá levar a grandes mudanças, teremos que continuar a pressionar", disse Thunberg à AFP durante um concerto organizado em Estocolmo com o objetivo de alertar para as mudanças climáticas. “A minha esperança é, claro, que de repente consigamos perceber que estamos a enfrentar uma crise existencial”, admitiu.

A cimeira COP26 na Escócia, que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro, será a maior conferência sobre o clima desde as negociações marcantes realizadas em Paris no ano de 2015. É ainda vista como um passo crucial na definição de metas de emissões de CO2 mundiais para desacelerar o aquecimento global.

Thunberg disse que cimeiras internacionais como a COP26 "têm potencial para mudar as coisas, porque reúnem muitas pessoas. Portanto, temos de ter a certeza de que usaremos este espaço como oportunidade para realmente mudar as coisas", disse a ativista.

Thunberg sublinhou a necessidade de "mudar a percepção que as pessoas têm de tentar encontrar lacunas" para uma missão concentrada no objetivo de "salvar, de facto, o planeta".

A Cimeira de Glasgow tentará persuadir os principais líderes de países em vias de desenvolvimento a fazer mais esforços para reduzir as emissões de carbono e fazer com que o mundo rico invista “muito mais” para ajudar o mundo a conseguir adaptar-se às mudanças climáticas.