As forças de segurança do Egito abateram 19 presumíveis terroristas envolvidos no ataque da passada sexta-feira a um autocarro, que causou a morte de sete cristãos coptas, anunciou o ministério do Interior, neste domingo.

Na operação, as unidades egípcias mataram os atacantes num tiroteio, dois dias depois do movimento Estado Islâmico (EI) ter assumido a autoria do ataque ao veículo de transporte de cristãos copta, na província de Minia, no centro do Egito.

No ataque ao autocarro, além dos sete mortos entre os peregrinos cristãos coptas, outras 19 ficaram feridas.

O atentado ocorreu no mesmo sítio em que o EI atacou um autocarro em maio do ano passado e causou a morte a 28 pessoas.

Na altura, o Egito reagiu a esse ataque, reivindicado pelo EI, com ataques aéreos a campos jihadistas na vizinha Líbia.

Um ramo egípcio do EI tem estado ativo no norte da península do Sinai, onde realiza regularmente ataques às forças de segurança, desde que o exército destituiu o presidente islamita Mohamed Morsi, em 2013.

Os coptas são a maior e a mais antiga comunidade cristã do Médio Oriente, estimada em 10% dos cerca de 100 milhões de egípcios.

Papa exprime "dor" pelo atentado

O Papa Francisco exprimiu hoje a sua "dor" pelo atentado a um autocarro que transportava cristãos ortodoxos copta.

"Rezo pelas vítimas, peregrinos mortos apenas por serem cristãos", afirmou o Papa, na habitual intervenção da janela do palácio na praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano, em Roma.

O líder da Igreja Católica, que visitou a nação egípcia em abril de 2017, sublinhou "a dor após o atentado que atingiu há dois dias a Igreja ortodoxa copta no Egito".

Governo português condena ataque e reafirma "empenho na erradicação do terrorismo"

O Governo português condenou hoje "veementemente" o ataque terrorista de sexta-feira no Egito, reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que provocou a morte de sete pessoas e reafirmou o "empenho na erradicação do terrorismo".

Em comunicado, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, “Portugal expressa a sua profunda solidariedade com a República Árabe do Egito e com o povo egípcio neste momento difícil e reitera o seu empenho na erradicação do terrorismo sob todas as suas formas".

Aos familiares das vítimas do atentado, que se deslocavam em peregrinação ao Mosteiro de São Samuel, na região de Minya, no Egito, o Governo português endereça "as suas mais sinceras condolências e faz votos de uma rápida recuperação a todos os feridos".