O presidente cubano, Raul Castro, decidiu privatizar centenas de barbearias e salões de beleza. Agora, todos os salões com três ou mais cadeiras estão autorizados a arrendar um espaço e explorá-lo e, em contra-partida, pagam impostos ao Estado e deixam de ser funcionários públicos.

Esta medida, no sector terciário, vem no seguimento de outras, como dar terra do Estado a agricultores privados e permitir que alguns taxistas trabalhem por conta própria.

Devagar, devagarinho, tal como demora ver o cabelo a crescer, este pode ser o início de um longo processo de privatizações. Mas tudo com calma. Estas medidas nem sequer foram anunciadas oficialmente na imprensa e Raul avisou, em discurso na Liga Juvenil Comunista, que as coisas vão mudar, mas devagar e com cautela.

Raul Castro não quer um corte radical com o passado. Quer modernizar a economia sem passar logo para o capitalismo. Não quer cortar de uma vez com a linha seguida pelo irmão mais velho, Fidel, que em 1968 nacionalizou todos os pequenos negócios.

Cuba, a exemplo de outros países comunistas, prepara-se para o capitalismo sem perder a ideologia comunista. A China já mostrou que isso é possível.