Uma das três sobreviventes do acidente de avião, na última sexta-feira em Havana, morreu na segunda-feira, na sequência dos ferimentos sofridos, elevando assim o total de vítimas mortais para 111.

Grettel Landrove, uma jovem de 23 anos que residia em Havana, morreu à 15:45 (20:45 em Lisboa) no Hospital Calixto García, na capital, onde estava internada desde o dia do acidente, com um prognóstico muito crítico.

O avião, um Boeing 737 alugado pela Cubana de Aviación à companhia mexicana Global Air, despenhou-se poucos minutos depois de ter levantado voo. A bordo seguiam 113 pessoas e as causas do acidente ainda não são conhecidas.

A jovem foi resgatada viva dos destroços do avião, mas os médicos indicaram que apresentava "graves danos neurológicos".

Landrove era bailarina da companhia de dança espanhola Ecos e estudante em Engenharia Industrial na Universidade Tecnológica de Havana.

As duas sobreviventes, de nacionalidade cubana, continuam no Hospital Calixto García e o seu estado de saúde é crítico.

As autoridades mexicanas suspenderam temporariamente as atividades da Global Air, a companhia aérea proprietária do Boeing 737, anunciou a Direção-Geral da Aeronáutica Civil do México.

A empresa está a ser notificada da suspensão temporária de atividade, enquanto decorre a investigação”, referiu, em comunicado.

O documento acrescentou que a Global Air, registada com o nome Damojh Airlines, já tinha sido suspensa temporariamente em 2010, na sequência de uma aterragem de emergência, bem como em 2013, após uma queixa de um trabalhador.

O avião caiu na sexta-feira, às 12:08 (16:08 em Lisboa), numa zona de cultivo situada a cerca de um quilómetro do terminal um do aeroporto internacional José Martí, em Havana.