A organização de defesa dos direitos do Homem Amnistia Internacional reclamou a libertação de 57 prisioneiros de consciência cubanos, por ocasião do VI aniversário da vaga de repressão da primavera 2003 na ilha comunista, avança a agência Lusa.

«O governo cubano deve libertar imediatamente 57 prisioneiros de consciência que estão detidos há mais de seis anos e respeitar o direito à liberdade de expressão e de associação», indicou a Amnistia Internacional, num comunicado recebido em Madrid.

«Não há nenhuma razão para que permaneçam na prisão», segundo Gerardo Ducos, responsável da organização para Cuba, citado no comunicado.

«As autoridades cubanas falaram várias vezes da importância dos direitos do Homem. Têm actualmente a oportunidade de passar das palavras aos actos libertando aqueles que foram detidos injustamente», acrescentou.

A Amnistia Internacional mostrou-se ainda preocupada «pela perseguição da qual são vítimas os activistas dos direitos do Homem em Cuba».

Segundo a organização, Ivonne Mallesa, membro de um dos principais movimentos de oposição, as «Senhoras de branco», que reúne as mulheres, mães ou parentes dos prisioneiros políticos, foram recentemente interpeladas no seu domicílio e colocadas em liberdade quatro horas mais tarde, sem qualquer tipo de acusação.

«Os agentes de segurança disseram-lhe que acabaria condenada a 20 anos de prisão se continuasse apoiar as ¿Senhoras de branco¿», afirmou a Amnesty.

Durante a vaga de repressão conhecida como a «primavera negra» em 2003 em Cuba, 75 dissidentes foram detidos e condenados a penas que vão até aos 26 anos de prisão.

A União europeia (UE) como forma de protesto impôs sanções diplomáticas muito simbólicas a Cuba.

Perante essa decisão, o líder cubano da altura, Fidel Castro quebrou a cooperação Cuba-UE, que foi retomada em Outubro após cinco anos de congelamento.
Redação / AP