A farmacêutica norte-americana Pfizer modificou novamente o protocolo para o ensaio clínico da sua vacina contra o novo coronavírus, com o objetivo de incluir participantes entre os 12 e os 15 anos, foi anunciado esta segunda-feira.

A empresa divulgou que recebeu a permissão por parte da agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês), para incluir na fase avançada do estudo da sua vacina jovens adolescentes entre os 12 e os 15 anos.

A Pfizer, com sede em Nova Iorque, tinha como plano original a participação de 30 mil pessoas no ensaio clínico da vacina contra a covid-19, mas em setembro aumentou a participação para 44 mil, noticia a agência AP.

Este alargamento foi promovido para aumentar a diversidade da população no estudo, incluindo, concretamente, adolescentes de 16 e 17 anos, bem como pacientes estáveis com algumas infeções crónicas comuns, como a hepatite B, hepatite C ou HIV.

O ensaio clínico da Pfizer também inclui um número significativo de participantes hispânicos, negros, asiáticos e nativos americanos, bem como muitas pessoas com idades entre os 56 e 85 anos.

A diversidade dos participantes tem como objetivo obter informações sobre a segurança e eficácia da vacina experimental em pessoas de diferentes idades e origens.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e setenta e sete mil mortos e mais de 37,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (214.776) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 7,7 milhões).

Seguem-se, em número de mortos, o Brasil (150.689 mortos, mais de 5,1 milhões de casos), Índia (109.150, mais de 7,1 milhões de infetados), México (83.781, mais de 817 mil infetados) e Reino Unido (42.875 mortos, mais de 617 mil casos).

A Rússia, com 22.594 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Índia e Brasil, com mais de 1,3 milhões de casos, seguindo-se a Colômbia, com mais de 911 mil casos e 27.834 mortos.

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