O Tribunal Penal Internacional (TPI) acusou, esta segunda-feira, o presidente sudanês de genocídio por crimes cometidos em Darfur. Agora, a ONU teme o aumento da tensão no país, refere a CNN.

«Estamos a contar com o governo do Sudão para garantir a segurança de todas as forças das Nações Unidas, de todo o material e dos trabalhadores humanitários», afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.

Para evitar complicações maiores, as Nações Unidas e a União Africana vão mesmo retirar do Sudão os funcionários não essenciais, ou seja, 1800 polícias e mil civis.

Já os sudaneses, na voz do embaixador do país na ONU, Abdal-Mamoud Moamad, parecem desafiar a decisão do TPI: «É uma interferência muito má nos assuntos internos do país. O procurador baseia as provas nos relatos de Organizações Não Governamentais. Nunca esteve no país. E, surpreendentemente, está a tentar acusar um presidente em funções que tem o crédito de ter acabado com a mais longa guerra civil em África».

Mandado ainda não foi passado

Luís Moreno-Ocampo foi o magistrado responsável pela apresentação de provas, em Haia, que demonstram que Omar al-Bashir cometeu crimes de genocídio, contra a humanidade e crimes de guerra no Darfur.

O mandado de captura poderá ser passado dentro de dois meses pelas três juízas que tomam conta do processo a partir de agora. No entanto, o cenário mais provável é que seja muito difícil de executar.
Redação / CP