Elon Musk propôs vender “imediatamente” ações da Tesla caso a ONU conseguisse provar que seis mil milhões de dólares (pouco mais de cinco mil milhões de euros) resolveriam a fome no mundo.

O desafio surge em resposta ao apelo do diretor do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, David Beasley, que sugeriu que essa quantia, apenas 2% da fortuna do homem mais rico do mundo, conseguiria alimentar 42 milhões de pessoas “que irão morrer caso não recebam a nossa ajuda”.

Se o PAM conseguir explicar nesta thread do Twitter exatamente como é que seis mil milhões de dólares resolveriam a fome no mundo, venderei ações da Tesla imediatamente e doarei o dinheiro”, escreveu o multimilionário na sua conta.

No entanto, noutro tweet, Elon Musk impôs uma condição: transparência total na gestão das verbas, “para que o público veja exatamente como é que o dinheiro é gasto”.

Beasley respondeu ao apelo do fundador da Tesla, e assegurou que a ONU “tem sistemas para garantir a total transparência”.

Com a sua ajuda, podemos dar esperança e estabilidade e conseguiremos mudar o futuro (…) há demasiadas coisas em jogo para não haver sequer uma conversa. Posso ir no próximo voo ter consigo”, garantiu o diretor do PAM.

A resposta de Musk surgiu cerca de uma semana depois do apelo de Beasley. A 25 de outubro, o multimilionário viu o seu património aumentar 31 mil milhões de euros, o maior aumento de fortuna num só dia em toda a história da Humanidade.

Também na semana passada, a Tesla tornou-se na sexta empresa norte-americana a atingir um valor de mercado de um bilião de dólares (862 mil milhões de euros).

Pedro Falardo