Alberto II, rei da Bélgica entre 1993 e 2013, já forneceu às autoridades uma amostra de saliva ADN para que se esclareça se é ou não o pai biológico da artista Delphine Boel. O monarca estava condenado ao pagamento de cinco mil euros diários até consentir o teste de parternidade.

O caso começou em 1999, quando uma biografia não autorizada da mulher do rei referiu, pela primeira vez, a existência de um filho fora do casamento. Em 2005, Boel aponta Alberto II como pai biológico, durante uma entrevista. A mulher, agora com 51 anos, alega que Alberto II teve um caso com a mãe, a baronesa Sybille de Selys Longchamps entre 1966 e 1984, quando Alberto ainda era princípe de Liège.

Alberto II, hoje com 84 anos, viria a subir ao trono belga em 1993, ocupando o lugar do falecido irmão. Acabaria por abdicar 20 anos depois, em 2013, o mesmo ano em que Boel iniciou a luta judicial para provar a ligação familiar ao monarca.

Após avanços e recuos processuais, os tribunais belgas decretaram em fevereiro deste ano que Alberto II deveria apresentar uma amostra de saliva no prazo de três meses, de forma a descobrir a verdade sobre a alegada ligação familiar entre os dois. Depois de passado o prazo para a submissão da amostra de ADN, a justiça da Bélgica ordenou, a 16 de maio, o pagamento de cinco mil euros diários até Alberto II dar a amostra de saliva. A sentença saiu em 2018, mas o antigo monarca tinha recorrido. Apesar do recurso apresentado, os tribunais belgas deliberaram que, até apresentação do ADN, Alberto II seria considerado pai biológico de Delphine Boel.

Em comunicado à imprensa, o advogado de Alberto II, Guy Hiernaux, disse que as conclusões do exame “continuarão estritamente confidenciais".