Um derrame equivalente a cerca de três mil barris de petróleo ao largo da Califórnia, nos EUA, provocou uma catástrofe ambiental ao longo de 33 quilómetros. Uma mancha negra de crude que já chegou às praias a sul de Los Angeles.

Há milhares de peixes mortos e inúmeros pássaros presos na mancha de petróleo.  

Segundo relata o jornal Los Angeles Times, os moradores começaram a sentir um intenso cheiro a petróleo na sexta-feira ao final do dia, a mancha começou a ser avistada no sábado de manhã e no domingo deu à costa, contaminando várias praias a sul de Los Angeles, entre as localidades de Huntington Beach Pier e Newport Beach. A pesca foi suspensa nesta zona, bem como as praias interditadas a banhistas e surfistas.

Segundo a agência Reuters, o autarca de Huntington Beach disse numa conferencia de imprensa que a mancha de petróleo resulta numa “catástrofe ambiental” e num “potencial desastre ecológico” naquela região.

A guarda costeira, que está a trabalhar com as agências locais, estatais e federais, já mobilizou aviões e posicionou barcos para proceder à limpeza do derrame. Segundo dados divulgados, até ao momento, já foram retirados da água contaminada mais de 11 mil litros de petróleo.

A guarda costeira está a investigar a origem do derrame, que se presume ter sido causada por uma falha num oleoduto operado pela Beta Offshore, uma subsidiaria da Amplify Energy Corporation (AMPY.N) que trabalha para a plataforma petrolífera Elly, que ali funciona desde os anos 80. Equipas de mergulhadores tentam localizar a frecha no oleoduto que causou o derrame.

De acordo com o CEO da Amplify Energy, Martyn Willsher, o oleoduto encontrava-se desativado e o crude remanescente nas tubagens já tinha sido retirado. No entanto, esta mancha de petróleo faz querer o contrário. Esta empresa já foi multada nos anos 90 a uma pesada multa devido a calibração irregular no sistema de deteção de fugas de crude.

Redação / MS