Já não há restrições em Inglaterra, que, entrou nesta segunda-feira, em modo total de desconfinamento, mesmo com os casos diários de covid-19 à volta dos 50.000.

Para celebrarem aquele que é apelidado como o "Dia da Liberdade", os londrinos comemoraram a reabertura das discotecas, 17 meses após o seu encerramento, como se não houvesse amanhã pandémico.

A agência de notícias Associated Press acompanhou as celebrações na discoteca The Piano Works, em Farringdon, Londres, onde dezenas de pessoas se aglomeraram sem restrições, ou seja, sem máscara e sem distanciamento.

A partir de hoje, a escolha de usar máscara em Inglaterra, por exemplo, pertence aos cidadãos, nomeadamente para andar na rua ou entrar em restaurantes.

O primeiro-ministro Boris Johnson, que está, neste momento, isolamento profilático, depois de ter contactado com o ministro da saúde, Sajid Javid, que testou positivo à covid-19, pediu "cautela" à população.

Para chegar até esta fase, o executivo concluiu que estão cumpridos os quatro testes definidos para desconfinamento, nomeadamente o sucesso da vacinação, indícios de que as vacinas estão a reduzir as hospitalizações e mortes, que as taxas de infeção não correm o risco de sobrecarregar os serviços de saúde e que nenhuma nova variante possa ser particularmente perigosa.

No entanto, também reconheceu que o número de infeções vai continuar a aumentar e potencialmente chegar aos 100.000 novos casos por dia no verão.

Embora as medidas deixem de ser obrigatórias por lei, vão continuar a ser feitas recomendações às pessoas e empresas para respeitarem o distanciamento social e evitarem a transmissão do vírus.

Por exemplo, o governo vai encorajar empresas como discotecas ou bares noturnos e organizadores de grandes eventos a pedirem certificados de vacinação.

Catarina Machado