Dezenas de coalas foram encontrados mortos, e alguns feridos com gravidade, em Victoria, na Austrália, após uma empresa da indústria de madeira ter demolido grande parte do seu habitat ainda com os animais nas árvores.

De acordo com a BBC, alguns coalas acabaram por morrer à fome, na sequência da destruição dos eucaliptos, e outros foram mortos pelas máquinas escavadoras. 

Uma habitante, Helen Oakley, alertou na quarta-feira para o que se estava a passar, com um vídeo no Facebook, apelando pela ajuda a estes animais.  

"Há coalas aqui caídos mortos. Mães e bebés", disse Helen, acrescentando que a "Austrália deveria ter vergonha disto. Nós precisamos de ajuda."

 

O registo de mortes destes animais começou a crescer gradualmente devido aos incêndios que atingiram a Austrália, ao que o ministério do Ambiente australiano terá considerado a espécie como "vulnerável".

De acordo com a associação ambientalista 'Friends of the Earth Australia, depois da desflorestação de dezembro, surgiram relatos de coalas que estariam a morrer à fome, mas não só:

As pessoas terão testemunhado vários coalas mortos a serem colocados em máquinas de corte, acrescentou a organização.

O grupo de proteção animal 'Animals Australia' informou, através do Twitter, que estão a enviar equipas para o local para "salvar o maior número possível destes animais preciosos."

With the support of local authorities and wildlife carers, Vets are seeking to save as many of these precious animals as possible. We appreciate the of concern from so many caring people, but please know there is no need for further volunteers.
 

We will update when we can. 💔🐨 pic.twitter.com/ckBCmyOiWq

 

— Animals Australia (@AnimalsAus) February 1, 2020

Andrew Pritchard, do departamento ambiental australiano, comunicou que tiveram de ser abatidos 25 coalas e que os sobreviventes serão reabilitados.

"Infelizmente, tivemos de usar a eutanásia em coalas que estavam no local devido à subnutrição e aos ferimentos", contou Andrew Pritchard.

Ainda não há informação sobre qual terá sido a companhia por detrás da desflorestação. De acordo com os madeireiros, os eucaliptos terão sido recolhidos em novembro e o responsável pela colheita terá seguido os protocolos para a proteção dos animais.