Pelo menos 250 pessoas morreram num deslizamento de terras provocado por cheias em Mocoa, na Colômbia, junto da fronteira com o Equador, confirmou este sábado o presidente do país, Juan Manuel Santos.

De acordo com a Cruz Vermelha, citada pela Associated Press, haverá pelo menos 400 pessoas feridas e 220 pessoas desaparecidas.

Carlos Ivan Marquez, diretor geral da Unidade Nacional para a Gestão de Risco de Desastres, informou que as inundações, na sequência de fortes chuvas, ocorreram cerca da meia-noite e surpreenderam os residentes que dormiam.

O presidente da Colômbia decretou, este sábado, o estado de emergência nesta cidade do sul do país. Juan Manuel Santos explicou que o estado de emergência em Mocoa vai permitir mobilizar meios de socorro para a cidade, onde chuva intensa desencadeou uma torrente de água e lama quando três rios transbordaram, apanhando os habitantes desprevenidos.

Foi ativado o sistema de resposta de emergência nacional, que conta com a ação de várias autoridades, incluindo do exército.

De acordo com o governador da província de Putumayo, Jose Antonio Sanchez, a capital da região, Mocoa, está “totalmente isolada”, sem eletricidade e sem água. As declarações foram feitas à rádio Caracol.

Os serviços de emergência continuam a procurar sobreviventes, enquanto os balanços sobre o número de vítimas continuam a acrescentar mortos.

Mocoa, que se situa na confluência dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, fica na fronteira com o Equador e tem cerca de 350 mil habitantes.

De acordo com as autoridades meteorológicas do país, este mês de março foi o mês mais chuvoso da Colômbia desde 2011.