Ghislaine Maxwell, antiga namorada de Jeffrey Epstein e sua alegada cúmplice, foi detida esta quinta-feira pelo FBI, no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos.

De acordo com a NBC News, Maxwell, de 58 anos, deverá ser apresentada a um juiz ainda esta quinta-feira.

Filha do influente empresário e magnata da imprensa britânico Robert Maxwell, Ghislaine estava desaparecida desde a detenção de Jeffrey Epstein, que foi acusado de tráfico sexual. Algumas das suas vítimas tinham apenas 14 anos.

Maxwell terá alegadamente ajudado Epstein a montar uma rede de tráfico de raparigas adolescentes para terem relações sexuais com indivíduos ricos e influentes. Uma dessas vítimas, Virginia Roberts Giuffre, terá sido coagida por Ghislaine e Epstein a ter relações sexuais com o príncipe André.

Numa entrevista à BBC, Virginia, que era menor à data do encontro com o príncipe, deu novos detalhes sobre o caso, referindo uma viagem a Londres, em 2001, na qual terá sido levada por Jeffrey Epstein, no seu jato privado, para conhecer o duque de York.

Atualmente com 35 anos, Virginia relatou como foi apresentada ao príncipe e como, juntamente com Epstein e a sua então namorada, Ghislaine Maxwell, chegou a Londres. Disse que o príncipe lhe pediu que dançasse, antes de ser forçada a ter relações sexuais com ele.

O multimilionário Jeffrey Epstein tinha uma relação próxima com o antigo presidente democrata Bill Clinton, que por várias vezes colocou à disposição do amigo o seu avião privado, onde alegadamente também seriam transportadas as menores. Também seria conhecido de Donald Trump quando este era empresário, antes de assumir a presidência dos Estados Unidos.

Epstein foi detido e enforcou-se na prisão. Recorde-se que as circunstâncias da sua morte estão envoltas em controvérsia, uma vez que Epstein tinha sido transferido para uma ala da prisão federal de Manhattan, considerada uma das mais seguras dos Estados Unidos, onde deveria estar sob permanente observação.

Dois guardas prisionais encarregados de vigiar a cela do multimilionário, na noite em que se matou, foram acusados de falsificação de registos.

De acordo com a BBC, os guardas tinham de verificar a cela a cada 30 minutos, mas nessa noite não o fizeram. E, para encobrir essa falha, falsificaram documentos de registo.

Uma autópsia independente, pedida pelo irmão de Epstein, revelou também que os ferimentos que causaram a sua morte seriam “extremamente difíceis” de serem causados pelo próprio. O relatório, divulgado pelo The New York Times, afirma que "tudo aponta para homicídio", contrastando com o relatório inicial