As autoridades libanesas detiveram, esta quinta-feira, 16 pessoas no âmbito da investigação sobre a forte explosão que atingiu o porto de Beirute, na terça-feira.

De acordo com a agência Reuters, o juiz Fadi Akiki, representante do governo no tribunal militar, disse que as autoridades interrogaram 18 portuários, funcionários aduaneiros, e responsáveis que estavam envolvidos nos trabalhos de manutenção do armazém que abrigava explosivos e produtos químicos, entre eles, nitrato de amónio, um composto químico muito inflamável.

Dezasseis pessoas foram detidas no âmbito do processo", disse o juiz.

O presidente libanês, Michel Aoun, e o primeiro-ministro, Hassan Diab, disseram que a explosão foi causada por 2.750 toneladas de nitrato de amónio, que é usado como fertilizante e pode ser um ingrediente de bombas.

Segundo adiantaram, o material foi armazenado no porto de Beirute durante mais de seis anos, sem as devidas precauções de segurança, mas as circunstâncias que levaram à explosão do material ainda não foram identificadas.

De acordo com o último balanço, há pelo menos 149 mortos e mais de 5.000 feridos. Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

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O Líbano atravessa a sua pior crise económica das últimas décadas, marcada por uma forte depreciação monetárias, hiperinflação, desemprego elevado e restrições bancárias, que têm alimentado tensões sociais.

Há uma semana, após meses de relativa calma, Israel disse que tinha impedido um ataque terrorista, abrindo fogo contra homens armados que tinham cruzado a demarcação territorial entre o Líbano e Israel.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, atribuiu a tentativa de ataque ao Hezbollah, apesar dos desmentidos deste movimento libanês.

Cláudia Évora / Atualizada às 09:34