O polícia que se ajoelhou no pescoço de George Floyd foi detido, esta sexta-feira, avança a BBC.

Derek Chauvin, ex-policia, está sob custódia do departamento policial de apreensões de Minnesota e é acusado de homicídio em terceiro grau, num momento em que o estado norte-americano continua a assistir a violentos protestos contra a violência policial e a discriminação.

Chauvin é um dos quatro polícias que foi despedido na sequência da morte do homem negro enquanto estava a ser detido pela polícia de Minneapolis. 

A agressão foi filmada e o vídeo amplamente divulgado nas redes sociais. No vídeo ouve-se o homem a queixar-se de que lhe dói o pescoço, a implorar por água e a dizer ao agente repetidamente que não consegue respirar. Ouve-se também a voz de uma mulher que diz que a vítima está a sangrar do nariz e outro transeunte a insultar o agente, exclamando que o homem não estava a resistir à detenção e acusando o polícia de “estar a gostar”.

  

O governador do estado de Minnesota, Tim Waltz, apelou esta sexta-feira de manhã à ordem social, sublinhando que entende o desgosto e a tristeza que a comunidade está a sentir.

"O que o mundo assistiu desde a morte de George Floy na segunda-feira foi uma dor brutal de uma comunidade que está a tentar entender quem é e para onde vai", afirmou o político numa conferência de imprensa onde reiterou que a desordem nas ruas distrai as autoridades do real problema.

Ainda durante esta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou "bandidos" às pessoas envolvidas nos protestos de Minneapolis contra a morte de George Floyd ameaçando que "quando as pilhagens começarem, os tiros vão começar".

As considerações do chefe de Estado foram transmitidas esta sexta-feira através da rede social Twitter, na sequência dos protestos que eclodiram na cidade de Minneapolis, e foi sinalizada pelo servidor como apologia da violência.

 
Andreia Miranda