Uma maioria de eurodeputados do grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu, incluindo o presidente, Manfred Weber, subscreveu uma carta ao líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, pedindo-lhe que se demita do cargo.

A iniciativa da carta, exigindo ao presidente do fórum dos ministros das Finanças da zona euro que se demita do cargo, partiu de um dos vice-presidentes do grupo PPE, o eurodeputado espanhol Esteban Gonzalez Pons, segundo um comunicado.

Muitos de nós não nos sentimos representados por si desde que tivemos conhecimento das suas afirmações. É por isso que, respeitosamente, lhe pedimos que se desculpe e que se demita do cargo”, salientam os signatários, em que se incluem, além de Weber, os seis eurodeputados eleitos pelo PSD.

Numa entrevista publicada segunda-feira num jornal alemão, o presidente do Eurogrupo afirmou que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda", referindo-se aos países do sul da Europa, que foram alvo de auxílio externo. Declarações que motivaram reações de repúdio em vários países membros, incluindo Portugal, que exige a demissão de Dijsselbloem.