O dinamarquês Peter Madsen, condenado pelo assassínio de uma jornalista sueca no seu submarino, confessou esta terça-feira ter ameaçado várias pessoas ao tentar escapar de uma prisão em Copenhaga na terça-feira.

Os procuradores disseram que Peter Madsen ameaçou um psicólogo e um diretor durante a sua fuga da prisão de Herstedvester e teria alegadamente apontado um objeto que parecia ser uma arma ao motorista de uma carrinha quando já estava fora das instalações da prisão.

Madsen também disse aos polícias ao ser capturado que detonaria um cinto de explosivos, que se revelou falso, segundo os procuradores.

A tentativa de Madsen de escapar da prisão na terça-feira foi breve, pois foi capturado após cerca de cinco minutos.

Os agentes prisionais que o seguiram viram que Madsen havia entrado para uma carrinha branca que passava e informaram a polícia, que deteve um dos criminosos mais famosos da Dinamarca a cerca de 500 metros da prisão onde está a cumprir uma pena de prisão perpétua.

Madsen, de 49 anos, foi condenado em 2018 pelo assassínio de Kim Wall, uma jornalista sueca de 30 anos que em 2017 atraiu para bordo do submarino que ele próprio construiu com a promessa de uma entrevista.

O assassino matou Kim Wall, desmembrou o seu corpo e atirou-o no mar.

Madsen enfrenta agora acusações preliminares de tentativa de fuga da prisão e de fazer ameaças.

As acusações preliminares estão a um passo das acusações formais e permitem que a polícia mantenha Madsen por duas semanas enquanto realiza a sua investigação.

Durante uma audiência de custódia no tribunal da cidade de Glostrup, Madsen respondeu “sim” quando um juiz perguntou se confessou as novas acusações.

Os procuradores haviam admitido que uma ou mais pessoas teriam ajudado Madsen a deixar a prisão, mas o advogado de defesa, Anders Larsen, disse que Madsen negou que qualquer outra pessoa estivesse envolvida.

A polícia disse depois que Madsen usou um objeto que parecia uma arma de fogo e uma imitação de cinto de explosivos ao tentar escapar.

Segundo a lei dinamarquesa, Madsen não pode obter mais tempo de prisão por tentativa de fuga.

Mas os termos da sua prisão podem tornar-se mais rígidos. Por exemplo, os seus contactos com outros presidiários poderiam ser cortados e as suas visitas à oficina e à biblioteca da prisão poderiam ser reduzidas.

Madsen negou ter assassinado Wall e afirma que ela morreu acidentalmente dentro do submarino, mas confessou ter atirado partes de seu corpo no Mar Báltico. Perdeu um recurso em 2018.

As sentenças de prisão perpétua na Dinamarca geralmente significam 16 anos de prisão, após o que os condenados são reavaliados para determinar se representam um perigo para a sociedade se libertados e podem ser mantidos por mais tempo.

/ RL