Um juiz espanhol decidiu que o Hospital Príncipe de Asturias, em Alcalá de Henares, Madrid, terá de reanimar uma mulher de 54 anos que sofre há mais de 20 de uma doença neurodegenerativa, no caso de a doente sofrer uma "recaída", de forma a garantir-lhe a continuidade da vida.

O caso foi levado à justiça por uma associação de advogados cristãos, depois de a família da doente ter tornado público que o hospital tinha informado que não iria sujeitar a mulher a qualquer procedimento de reanimação. 

Não tem nada a ver com debates"  como o da eutanásia, explicou à Europa Press uma fonte do hospital, que garantiu que a doente tem recebido todos os cuidados necessários.

Segundo a mesma fonte, a equipa médica que acompanha a doente considerou apenas que "a aplicação de outras técnicas agressivas e invasivas" não a beneficiaria, tratando-se de um esforço terapêutico que não justifica o sofrimento infligido à paciente.

Tendo analisado relatórios clínicos, o juiz de Alcalá de Henares concluiu, porém, que não existem motivos para “deixar de fazer reanimação no momento em que eventualmente seja necessário”.