A China está a ser alvo de uma pneumonia misteriosa, desde dezembro, que já levou dezenas de pessoas ao hospital. Queixam-se de frio, mas com temperaturas acima dos 40 graus.

De acordo com o New York Times, os sintomas são idênticos aos de uma constipação: febre alta, dificuldade em respirar e dores no corpo. As causas são para já desconhecidas. Por essa razão, todas as pessoas que deram entrada no hospital estão a receber tratamento, mas isoladas dos restantes doentes.

A cidade de Wuhan foi a mais atingida por esta epidemia. O último balanço apontava para 59 pessoas infetadas, sete das quais em estado crítico, mas sem mortes confirmadas. O mercado de venda de peixe e carne local foi encerrado depois de um grupo de especialistas ter afirmado que o contacto com animais infetado era a maior fonte de transmissão do vírus. No entanto, o número de novos casos não tem diminuído.

As autoridades têm estado em alerta e pediram aos cidadãos para estarem atentos a qualquer um dos sintomas. São várias as farmácias e lojas de conveninências que já esgotaram o stock de máscaras e desinfetantes para as mãos.

Foi reforçado o sistema de controlo para todas as pessoas que tenham estado em Wuhan e que pretendam viajar para outros locais. Esse controlo está a ser feito tanto nos aeroportos como nas estações de comboio.

A Organização Mundial de Saúde já fez saber que está a acompanhar a situação e está pronta, caso necessário, para tomar medidas.

Esta pneumonia, que se está a espalhar em grande velocidade, já originou boatos de que poderia ser uma nova onda de síndrome respiratória aguda grave (SARS, em inglês), que matou centenas de pessoas na China e em Hong Kong, de gripe suína ou de gripe das aves. 

/ CE