A Câmara dos Representantes pediu ao Pentágono uma investigação a eventuais experiências com o uso de carraças e outros insetos como armas biológicas por parte do Departamento de Defesa norte-americano. Num decreto aprovado na última semana, a Câmara dos Representantes pede ao Inspetor Geral do Departamento de Defesa que investigue se tais experiências foram realizadas, entre 1950 e 1975. 

O assunto foi levado à Câmara dos Representantes pelo deputado republicano de Nova Jersey, Chris Smith, alertado por "uma série de livros e artigos sugerindo que experiências significativas foram feitas em instalações do governo dos EUA, incluindo Fort Detrick, Maryland, e Plum Island, Nova Iorque, para transformar carraças e outros insetos em armas biológicas ", escreve a CNN.

"Se for verdade, quais foram os parâmetros do programa? Quem ordenou? Houve alguma liberação acidental em qualquer lugar ou a qualquer momento de qualquer um dos carrapatos doentes?", questionou Smith, durante o debate do decreto. 

A doença de Lyme é o problema de saúde mais comum dissiminado por carraças. É assinalada por sintomas como febre, dores musculares e das articulações, erupções cutâneas e paralisia facial. Se não for convenientemente tratada pode deixar sequelas como artrite, problemas do sistema nervoso central e problemas cardíacos.  

Durante o debate do decreto, Chris Smith sublinhou que a doença de Lyme se espalhou nos Estados Unidos e “os americanos têm o direito de saber” se houve, de facto, essas experiências e se, por acidente ou propositadamente, foram libertados insetos contaminados.