Alemanha, Suíça e Polónia estão a disponibilizar os seus hospitais para receber casos graves de covid-19 da República Checa, cuja capacidade de internamento hospitalar se encontra praticamente esgotada.

Jan Hamacek, ministro checo da Saúde, afirmou esta quinta-feira que a Alemanha disponibilizou dezenas de camas para casos graves de covid-19, estando 19 disponíveis imediatamente, e que também a Suíça ofereceu internamento para 20 pacientes, bem como o seu transporte. 

Com a Polónia prosseguem contactos para disponibilização de cerca de 200 camas, numa altura em que a República Checa regista mais de 16 mil casos diários de covid-19, com mais de 8.000 internamentos hospitalares. 

Os internamentos estão já a ser rejeitados por hospitais cuja capacidade se encontra esgotada, sobretudo no Oeste e no Centro do país, nos arredores de Praga e região de Pardubice.

Segundo o ministro da Saúde, a partir de quinta-feira o pessoal médico a exercer em centros de saúde, exceto clínicos gerais e ginecologistas, poderá ser mobilizado para os hospitais públicos.

A situação nos nossos hospitais é verdadeiramente crítica. Devemos mobilizar todas as nossas reservas para salvar vidas”, disse Blatny.

Outra das novas medidas do Governo é a obrigatoriedade de testes de covid-19 em massa em empresas privadas, que já começaram naquelas com mais de 250 trabalhadores, e que se estenderão a partir de sexta-feira às a partir de 50 trabalhadores.

O ministro do Comércio e Indústria, Karel Havlicek, afirmou que a medida deverá incluir também funcionários públicos. 

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a República Checa regista 1,3 milhões de casos de covid-19, para uma população de 10,7 milhões, e 21 mil vítimas mortais. 

Depois da Hungria e da Eslováquia, a República Checa será o terceiro país da União Europeia (UE) a receber vacinas russas Sputnik V, segundo a imprensa checa.

A Sputnik V ainda não recebeu a aprovação da agência estatal para o controle de medicamentos da República Checa, nem da Agência Europeia de Medicamentos.

Segundo o porta-voz do presidente Milos Zeman, o presidente chinês Xi Jinping aceitou um pedido de envio de doses da vacina Sinopharm, que não se encontra autorizada na União Europeia.

/ CE