O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, de visita a Israel, considerou o acordo com os Emirados Árabes Unidos (EAU) como o “primeiro passo para uma paz duradoura” na região, que também exige uma solução de dois Estados.

“Celebramos o acordo de normalização (de Israel) com os EAU, é um passo muito positivo, incluindo a suspensão da anexação (de partes da Cisjordânia)”, disse Dominic Raab numa declaração à imprensa.

“Queremos trabalhar convosco e com os nossos parceiros e interlocutores na região para garantir que este seja um primeiro passo para uma paz duradoura, que só pode ser alcançada através de uma solução de dois Estados e negociações”, adiantou, referindo-se não apenas à paz regional, mas à resolução do conflito israelo-palestiniano.

Esta terça-feira, Raab esteve reunido em Jerusalém com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, com o ministro da Defesa, Benny Gantz, e com o seu homólogo Gabi Askenazi.

Além do acordo de normalização de relações entre o Estado hebreu e o Estado árabe do Golfo, foram abordadas as relações bilaterais entre o Reino Unido e Israel, incluindo um possível novo acordo de comércio livre, assim como a tensão com o movimento xiita libanês Hezbollah e o papel do Irão na região.

“Partilhamos muitas preocupações sobre a ameaça iraniana e queremos analisar todas as questões: o programa nuclear, as suas atividades desestabilizadoras, o seu apoio a atores regionais e a ameaça que representa para o Estado de Israel”, indicou Raab, acrescentando que Londres fará todo o possível para prolongar o embargo de armas à República Islâmica.

Após as reuniões em Israel, o chefe da diplomacia britânico deslocou-se à cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, onde terá encontros com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, e o primeiro-ministro, Mohammad Shtayyeh.

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