O Presidente norte-americano, Donald Trump, apontou hoje o dedo aos “23 dos 28” países membros da NATO que não cumprem as suas “obrigações financeiras” e advertiu que 2% do PIB “é o mínimo” exigível para reforçar a defesa coletiva.

Na sua estreia em reuniões da NATO, e naquela que é a sua única intervenção pública durante a deslocação a Bruxelas, Trump, que discursava por ocasião da inauguração de um monumento evocativo dos ataques de 11 de setembro, foi particularmente crítico em relação aos Aliados que, na sua opinião, “não estão a pagar o que deveriam” – a grande maioria, entre os quais Portugal -, sobrecarregando assim os Estados Unidos.

“Tenho sido muito, muito direto com o secretário-geral (Jens) Stoltenberg e com os membros da Aliança ao dizer que os membros da Aliança têm finalmente que contribuir com a sua quota parte justa e cumprir as suas obrigações financeiras. Mas 23 das 28 dos países membros ainda não estão a pagar o que deveriam estar a pagar e o que é suposto estarem a pagar para a sua Defesa. Isto não é justo para as pessoas e contribuintes dos Estados Unidos, e algumas destas nações devem massivas quantidades de dinheiro dos últimos anos”, afirmou.

Terrorismo, imigração e Rússia devem estar na agenda

O Presidente norte-americano identificou ainda o terrorismo, a imigração e a Rússia como ameaças que a Aliança Atlântica tem que enfrentar no futuro.

“A NATO do futuro tem que incluir um grande foco no terrorismo e na imigração, bem como nas ameaças da Rússia e às fronteiras de Leste e do Sul”, disse Trump, num discurso proferido na inauguração de um memorial do 11 de setembro, na nova sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), em Bruxelas.

O terrorismo tem que ser parado”, salientou Trump, acrescentando que “milhares e milhares de pessoas chegam aos nossos países e, em muitos casos, não fazemos ideia de quem são, temos que ser duros, temos que ser fortes e que estar vigilantes”.