O presidente norte-americano e a primeira-dama, Donald e Melania Trump, deixaram uma mensagem no livro de memórias do monumento que recorda o Holocausto em Israel. Mas o que Trump escreveu está provocar indignação nas redes sociais. A mensagem foi considerada demasiado ligeira e, por isso, insultuosa por alguns internautas.

Na terça-feira, Donald Trump visitou o muro das lamentações e o memorial do Holocausto. No fim da visita, os Trump deixaram a seguinte mensagem: “É uma grande honra estar aqui com os meus amigos – maravilhoso, nunca me vou esquecer”.

Um jornalista americano conseguiu fotografar a mensagem e publicou a imagem no Twitter. Quem lê a mensagem comenta mesmo que o texto tem menos que 140 caracteres, o limite máximo para uma mensagem publicada no Twitter, a rede social mais utilizada por Trump. Há internautas que sugerem, assim, que Trump está “vocacionado” para apenas escrever nesta rede social.

A mensagem é considerada ainda “uma simples mensagem” que qualquer um escreveria numa nota de aniversário. Segundo alguns comentários, esta não é uma mensagem que deve ser deixada por um chefe de Estado, num local que “lembra todos os que morreram num dos maiores massacres da história da humanidade.”

Um internauta considerou que esta era uma mensagem para ser "deixada para os amigos no fim de um acampamento de verão".

As comparações com Obama não tardaram em chegar. Houve quem colocasse as duas mensagens lado a lado para que se comprasse o que os dois presidentes deixaram neste livro.

A mensagem de Obama é mais extensa que a de Trump e aborda o racismo, ódio e xenofobia entre os povos. O texto, escrito em 2008 pelo ex-presidente americano, relembra ainda que o holocausto deve ser um exemplo “para que não se comentam as mesmas atrocidades no futuro”.

No Twitter, foi publicada também a mensagem que George Bush deixou aquando de uma visita ao local. O antecessor de Obama deixou apenas um “que Deus abençoe Israel”. Menos palavras, mas muito mais carregadas de significado.